O AMOR

O amor é a amizade que se incendiou. Surge como serena compreensão, confiança, solidariedade e perdão.
O amor permanece fiel no bem e no mal.
Não exige a perfeição e é tolerante com as fraquezas humanas. O amor se contenta com o presente;
espera no futuro e não lamenta o passado.
O amor aceita o dia-a-dia com a sua enfiada de irritações, problemas, obrigações, pequenos desapontamentos, grandes vitórias e objectivos singelos.
Se o amor está na tua vida ele te ajudará a conquistar o que te falta. Se não está, por mais que possuas nunca será suficiente.


SENTINDO   SAUDADES...
Saudade não se teoriza, se sente. É presença da ausência. Mas há saudade e saudade. Saudade cruel e saudade doce, boa. A saudade cruel é aquela do que está longe.
Do que vislumbramos, conhecemos até, mas não temos dentro de nós.
Essa dói, machuca, tira o sono, maltrata, rouba o riso, modifica o olhar, entristece.
Mas não é saudade, de fato, é falta. Falta do que, ou de quem não se têm. Falta é verbo que tem cheiro de vazio, é lacuna; saudade é substantivo que se transforma em advérbio de intensidade, intensidade do sentir. É  sensação, é  plenitude, é lembrança. E somos afortunados. Não há em outra língua verbete  para traduzir esse sentimento.
Saudade boa, saudade, saudade,  essa é doce. Dói? Dói sim, mas não é cruel,
é uma dorzinha boa de sentir, leve, que enche o peito,  faz sonhar, sorrir, eleva o olhar para o passado, gera suspiros e é, como afirmei, presença da ausência. É presença do que, ou de quem, tivemos e teremos sempre dentro de nós.
Longe eu sinto saudades do céu de Brasília, porque ele está dentro de mim. Aqui  em Brasília  eu sinto saudades do mar de minha terra. Porque ele está dentro de mim.
Então é um sentir bom. E que pede música e que a música atrai.
Saudade é identificação da ausência.
E nada torna mais presente o que está ausente do que sentir saudades.
Saudade é vida. Só morremos quando esquecidos, quando não somos  mais ausentes em ninguém e isso quer dizer que não existimos mais em nenhuma memória.
Saudade boa é consciência de algo ou alguém.
Não sentimos nunca saudades do que não nos emocionou, provocou sorrisos,
prazer, amor, êxtase, sentimentos verdadeiramente bons.
E as músicas, os poemas, os textos, as canções, não servem para outra coisa senão para traduzir o que não conseguimos definir; para falar por nós,  ratificar o que sentimos.
Então, se por acaso lhe vem à mente uma música antiga ou actual, brega ou moderna, ou se uma paisagem ou um céu estrelado ou uma imagem do passado ou de alguém, lhe surgir na mente; ou se um trecho de um poema, de um texto qualquer, lhe provocar um suspiro, e  de repente você sentir saudades. Não se espante, nem se entristeça. Aproveite. Agora se alguém disser que sente saudades de você, comemore duplamente. Triste  é não ter do que ou de quem sentir saudades. E mais triste ainda é não deixar  saudades em ninguém.
(Maine Virgínia Carvalho)


CARIDADE
 Não lamentes o bem que tu fizeres, mesmo que seja inútil o que deres.
Ache sempre que foi bem empregado. Se encontrares ingratos no caminho,
a esquecer depressa teu carinho, sem dizer um simples obrigado.
Mesmo assim dá por válido o sacrifício, e não negues jamais um benefício,
com receio de seres olvidado. É em ti mesmo, no teu próprio coração que acharás
a melhor retribuição,
pelo bem que tiveres praticado.

01

02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20