A.N.C. - Provérbios

PROVÉRBIOS


Quando quiseres mentir, fala no tempo que há-de vir.


Quase todos os provérbios se relacionam com o tempo. As previsões meteorológicas não existiam até há bem pouco tempo. A sabedoria e experiência dos marinheiros gerou alguns destes provérbios que aliados a alguma superstição permitia "prever", ou não, o estado do tempo ou mar de modo a poderem navegar com alguma segurança.
Aspecto do Céu
    Vermelho nascente que pronto descora,
    Tempo de chuva que está p'ra demora.

    Brilhante nascente que nuvens desfaz,
    Reúne a companha que bom tempo nos traz.

    Sol nascente desfigurado,
    No Inverno, frio, no Verão, molhado.

    Sol que nasce em nuvens sentado
    não vás ao mar fica deitado.

    Poente nubloso, vermelho acobreado
    Safa a japona, que o tempo é molhado.

    Sol posto ledo, com claro ao norte,
    Andar sem medo que estás com sorte.

    Nuvens aos pares, paradas, cor de cobre,
    É temporal que se descobre.

    Rosado sol posto
    Cariz bem disposto.

    Vermelha alvorada
    Vem mal-encarada.

    Nuvem comprida que se desfia
    Sinal de grande ventania.

    Miragem que espante
    Vento do levante.

    Com céu azul carregado,
    Teremos o barco em vento afogado.

    Mas se está claro, cheio de luz,
    Haja alegria, que o tempo é de truz.

    Foge de um céu azul aleitado;
    Ou desces à câmara ou ficas molhado.

    Céu pedrento, chuva ou vento,
    Não tem assento.

    Nuvens finas, sem ligação,
    Bom tempo, brisas de feição.

    Nuvens espessas e acumuladas,
    Ventanias certas e continuadas.

    Nuvens pequenas, altas e escuras
    São chuvas certas e seguras.

    Se grandes, correm desmanteladas,
    Mau tempo, velas rizadas.

    Castelos de nuvens sem nuvens por cima
    São chuvadas certas mesmo sem rimas.

Nevoeiro
    Se ao vale a névoa baixar, vai para o mar.
    Mas se p'los montes se atrasa, fica em casa.

    Depois de chuva, nevoeiro,
    Tens bom tempo marinheiro.

Aves Marinhas
    Se entra por terra a gaivota,
    É que o temporal a enxota.

    Quando a passarada berra,
    O marinheiro procura terra.

Chuva
    Se vem chuva e depois vento
    Põe-te em guarda e toma tento.

    Se tens vento e depois água,
    Deixa andar que não faz mágoa.

    Chuva miudinha como farinha
    Dá vento do norte mas não muito forte.

    Entre os Santos e o Natal
    É Inverno natural.

Arco-Íris
    Manhã com arco mal vai o barco.

    Se à tarde vem, é p'ra teu bem.

Relâmpagos e Trovões
    Horizonte puro, com fuzis brilhando,
    Terás dia brando, com calor seguro.

    Relâmpagosao norte, vento forte,
    Se do sul vem, chuva também.

    Poucos fuzis, trovões em barda,
    Rumo em que o vento se alaparda.

    Se um trovão seco no céu reboa,
    Temporal violento nos apregoa.

    Limpo horizonte que relampeja,
    Dia sereno, calma sobeja.

Lua
    Lua à tardinha com seu anel,
    Dá chuva à noite ou vento a granel.

    Lua com halo de grande aparato,
    É molha certa prá gente de quarto.

    Lua com circo,
    água traz no bico.

    Lua nova trovejada,
    trinta dias é molhada.

    Lua nova trovejada,
    Oito dias é molhada.
    Se ainda continua,
    É molhada toda a lua

    Lua empinada,
    Maré repontada

    Lua deitada
    Marinheiro em pé.

    Lua nova de Agosto carregou,
    Lua nova de Outubro trovejou.

    Lua Nova, Lua Cheia
    Preia Mar às duas e meia.

    Lua fora, lua posta
    Quarto de maré na costa.

    Céu limpo e lua no horizonte,
    de lá te virá o vento.

Vento
    Volta direita, vem satisfeita.
    Volta de cão traz furacão.

    Vento contra a corrente,
    Levanta mar imediatamente.

    De Espanha, nem bom vento,
    Nem bom casamento.

    Vento sudoeste mansinho e panga
    É de tremer dele, quando se zanga.

    Foi-se o nordeste, turvou-se o azul,
    Fugiu do norte, foi para o sul.

    Quando ao sol posto o norte é puro,
    Tens bom tempo seguro.

    Nordeste molhado,
    Não te dê cuidado.

    Vaga ao revés encrespada,
    Vai dar-te o vento saltada.

    Se um dia Deus quiser,
    Até com norte pode chover.

Estrelas
    Sem nuvens o céu e estrelas sem brilho
    Verás que a tormenta te põe num sarilho.

 
  • A açorda, doce e vinho fazem a mulher gorda.

     
  • A água faz bem mas só daquela que o vinho contém.

     
  • À mulher e à vinha o homem dá alegria.

     
  • A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo.

     
  • A par de ria, não compres vinha, nem olival, nem casaria.

     
  • A par do rio, nem vinha, nem olival, nem casa.

     
  • A quem não bebe vinho o Diabo o leva por outro caminho.

     
  • A seu tempo vêm as uvas e as maçãs maduras.

     
  • Abril frio: pão e vinho.

     
  • Aceita, sem receio, azeite de cima, mel do fundo, vinho do meio.

     
  • Aduba as terras e verás como medras.

     
  • Agosto madura e Setembro vindima.

     
  • Água ao pipo, vinho à presa.

     
  • Água de Agosto: açafrão, mel e mosto.

     
  • Águas de São João tiram vinho, azeite e não dão pão.

     
  • Alegrai-vos, tripas, que aí vem o vinho.

     

  •  
  • Alho e vinho puro levam a porto seguro.

     
  • Amigo velho, toucinho e vinho velho.

     
  • Amor de libertina e vinho de frasco pela manhã bom, à tarde gasto.

     
  • Antes da sopa, molha-se a boca.

     
  • Antes de casar tem casa em que morar, terras que lavrar e vinhas que podar.

     
  • Ao figo água, à pêra vinho.

     
  • Ao meio da sopa, lava-se a boca.

     
  • Ao pé da silveira padece a videira.

     
  • Ao teu amigo e ao teu vizinho o teu melhor pão e o melhor vinho.

     
  • Apregoa vinho, vende vinagre.

     
  • Arrenda a vinha e o pomar se os queres desgraçar.

     
  • As pulgas vêm com as favas e vão com as uvas.

     
  • Até ao lavar dos cestos é vindima.

     
  • Até S. Pedro, tem o vinho medo.

     
  • Azeite de cima, vinho do meio, mel do fundo.

     
  • Bebe vinho branco de manhã e tinto de tarde para teres sangue.

     

  •  
  • Beber vinho não é beber siso.

     
  • Bom vinho escusa pregão, bom peso faz vender o pão.

     
  • Bom vinho, bom vinagre.

     
  • Bom vinho, faz bom sangue.

     
  • Bom vinho: má cabeça.

     
  • Cabra que vai à vinha, onde pula a mãe, pula a filha.

     
  • Cada cuba cheira ao vinho que tem.

     
  • Casa de pai, vinha de avô.

     
  • Casa onde caibas, vinha quanto bebas, terra quanta vejas.

     
  • Castanhas boas e vinho fazem as delícias do S. Martinho.

     
  • Chuva de S. João tira o vinho e o azeite e não dá pão.

     
  • Chuva pelo S. João bebe o vinho e come o pão.

     
  • Chuva por S. Martinho é como se chovesse vinho.

     
  • Chuva por Santo Agostinho, é como se chovesse vinho.

     
  • Com melão vinho bom, com melancia água fria.

     
  • Com pão e vinho já se anda caminho.

     

  •  
  • Com teu vizinho, casarás teu filho e beberás teu vinho.

     
  • Conselho de vinho é falso caminho.

     
  • Cozido sem toucinho e mesa sem vinho não valem um tostão.

     
  • De boa cepa a vinha, de boa mãe a filha.

     
  • De boa vide planta a vinha e de boa mãe a filha.

     
  • De vinho abastado, de razão minguado.

     
  • Depois de morto, nem vinha nem horto.

     
  • Depois de S. Martinho, bebe o vinho e deixa a água para o moinho.

     
  • Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.

     
  • Dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho.

     
  • Dia de S. Tiago, pinta o bago.

     
  • Do vinho e da mulher, livre-se o homem se puder.

     
  • Em Agosto, nem sardinhas nem mosto.

     
  • Em cada prado uma vinha, em cada bairro uma tia.

     
  • Em dia de S. Martinho, atesta e abatoca o teu vinho.

     
  • Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.

     

  •  
  • Feitas as vindimas, guardam-se os cestos.

     
  • Foge do mau vizinho e do excesso de vinho.

     
  • Foi chão que deu uvas.

     
  • Gaba-te, cesta rota, que vais para a vindima.

     
  • Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.

     
  • Haja saúde e dinheiro para o vinho.

     
  • Homem atrevido, odre de bom vinho e vaso de vinho pouco duram.

     
  • Homem valente e vinho velho duram pouco.

     
  • Isso quer Martinho: sopas de vinho.

     
  • Jantar sem vinho, escopeta sem pólvora.

     
  • Leitão com vinho torna-se menino (tenrinho).

     
  • Leite e vinho fazem o velho menino.

     
  • Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.

     
  • Maio couveiro não é vinhateiro.

     
  • Maio frio e Junho quente: bom pão e vinho valente.

     
  • Maio hortelão - muita parra e pouco pão.

     

  •  
  • Mais pessoas se afogam no copo do que no mar.

     
  • Meia vida é a candeia e pão e vinho a outra meia.

     
  • Mel novo, vinho velho.

     
  • Muita parra e pouca uva.

     
  • Mulher janeleira, uvas na parreira.

     
  • Mulher, vinho e cavalo, mercadoria que engana.

     
  • Na água vês teu rosto, e no vinho, o coração dos outros.

     
  • Na casinha portuguesa, pão e vinho sobre a mesa.

     
  • Não compres malhada nem vinha desamparada.

     
  • Não é bom o mosto colhido em Agosto.

     
  • Não é cada dia Páscoa, nem vindima.

     
  • Não é moço ardido quem arreda caminho, mas pão e vinho.

     
  • Não faças vinha em terra de senhorio.

     
  • Não há légua pequena nem quartilho grande.

     
  • Não há Maio sem favas nem S. Miguel sem vindimas.

     
  • Não rias do teu vizinho, se de ti ri o vinho.

     

  •  
  • Não se pode cavar ao mesmo tempo na vinha e no bacelo.

     
  • Nem comer sem vinho beber, nem assinar antes de ler.

     
  • Nem Inverno sem capa nem Verão sem cabaça.

     
  • Nem mulher casada nem vinha vindimada.

     
  • Nem pão quente... nem vinho que salte ao dente.

     
  • Nem por casa nem por vinho cases com mulher mesquinha.

     
  • Nem vinha em baixa nem trigo em cascalho.

     
  • Nem vinho sem Cristo nascer nem laranja sem Cristo morrer.

     
  • Nenhuma nação é alcoólatra onde o vinho é barato.

     
  • Neste mundo mesquinho, quando há para pão, nunca há para vinho.

     
  • Nevoeiro de São Pedro põe em Julho o vinho a medo.

     
  • Ninguém se embebeda com vinho da sua adega.

     
  • No dia de S. Martinho, assa as castanhas e molha-as com vinho.

     
  • No dia de S. Martinho, encerra o porquinho, souta o soutinho e prova o teu vinho.

     
  • No dia de S. Martinho, fura-se o pipinho, mas quem for honrado já o deve ter furado.

     
  • No dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho.


     

  •  
  • No vinho está a verdade.

     
  • Num lado se põe o ramo, noutro se bebe o vinho.

     
  • Nunca ao bêbado faltou vinho nem à fiandeira linho.

     
  • O arroz, o peixe e o pepino nasceram na água e morreram no vinho.

     
  • O bom vinho a venda traz consigo.

     
  • O bom vinho alegra o coração do homem.

     
  • O bom vinho arruina a bolsa e o mau o estômago.

     
  • O bom vinho não precisa de aviso.

     
  • O bom vinho por si fala.

     
  • O bom vinho traz consigo a ventura.

     
  • O homem faz o vinho; o vinho refaz o homem.

     
  • O medo é quem guarda a vinha que não o cão.

     
  • O medo guarda a vinha e não o vinhateiro.

     
  • O medo guarda a vinha.

     
  • O pão levanta e o vinho derruba.

     
  • O pão pela cor, o vinho pelo sabor.


     

  •  
  • O peixe deve nadar três vezes: na água, no molho e no vinho.

     
  • O S. Tiaguinho traz sempre o cabacinho.

     
  • O velho planta a vinha, e o velho a vindima.

     
  • O vício das mulheres, perde-se; o do vinho, refina-se.

     
  • O vinho alegra o olho, limpa o dente e cura o ventre.

     
  • O vinho dá forças e o vinho as tira.

     
  • O vinho de Março fica no regaço, o de Abril vai ao barril, o de Maio é para o gaio.

     
  • O vinho e a riqueza mudam o homem mais sóbrio.

     
  • O vinho é a teta dos velhos.

     
  • O vinho e as crianças falam verdade.

     
  • O vinho é como as mulheres, fresco de Verão, quente de Inverno.

     
  • O vinho é o espelho do homem.

     
  • O vinho é tagarela e gabarola.

     
  • O vinho faz bem ao homem, quando são as mulheres que o bebem.

     
  • O vinho há-de ser comido - e não bebido.

     
  • O vinho não intoxica os homens, são os homens que se intoxicam.

     

  •  
  • O vinho não tem vergonha.

     
  • O vinho que vai para vinagre não retrocede o caminho.

     
  • O vinho tinto é que dá cor ao sangue.

     
  • O vinho vende-o em mosto ou vende-o em Agosto.

     
  • Oliveira, a do meu avô; figueira, a do meu pai; vinha, a que eu puser.

     
  • Onde alhos há, vinha haverá.

     
  • Onde entra o beber, sai o beber.

     
  • Onde todos pagam não é o vinho caro.

     
  • Ouro velho, vinho velho, amigo velho: casa nova, navio novo, vestido novo.

     
  • Ovo de uma hora, pão de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitarás boa conta.

     
  • Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.

     
  • Pão de ontem, carne de hoje e vinho do outro Verão fazem o homem são.

     
  • Pão e vinho, um ano meu, outro do meu vizinho.

     
  • Pão mole e uvas às moças põem mudas e às velhas tiram as rugas.

     
  • Pão que sobre, carne que baste e vinho que farte.

     
  • Pão que veja, vinho que salte, queijo que chore.

     

  •  
  • Pão quente e vinho novo: homem morto.

     
  • Pão, carne e vinho andam caminho.

     
  • Para casar tuas filhas, promete casa e vinhas.

     
  • Para fazer casa e plantar vinha, gasta-se dinheiro que ninguém adivinha.

     
  • Para teres bom mosto, cava a tua vinha em Agosto.

     
  • Passar como cão por vinha vindimada.

     
  • Pela Santa Marinha vai ver a tua vinha, assim como a achares, assim tua vindima.

     
  • Pelo S. Lourenço, fui à vinha e enchi o lenço... pela Santa Maria, não comi mais porque não podia.

     
  • Pelo S. Martinho prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.

     
  • Pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

     
  • Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.

     
  • Pelo S. Tiago, na vinha acharás o bago, se não for maduro, será inchado.

     
  • Pelo S. Tiago, pinta o bago.

     
  • Pelo São Martinho nem favas nem vinho.

     
  • Poda curta, vindima longa.

     
  • Poda em Março, vindima no regaço.

     

  •  
  • Poda na rama, vinho na cama.

     
  • Poda tardio, semeia temporão, terás vinho e pão.

     
  • Podar em Março é ser madraço.

     
  • Pode, quem quiser; empe, quem souber.

     
  • Por carne, vinho e pão, deixa tudo o que te dão.

     
  • Por cima de melão, de vinho um tostão - e o litro a cinco reis!

     
  • Por cima de melão, vinho de tostão.

     
  • Por cima de pêras, vinho bebas e tanto bebas que nadem as pêras.

     
  • Por S. Lucas, colhidas estão as uvas.

     
  • Por S. Lucas, mata os porcos e tapa as cubas.

     
  • Por S. Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.

     
  • Por S. Matias, fazem-se as enxertias.

     
  • Por S. Simão e S. Judas, colhidas são as uvas.

     
  • Por Santa Marinha, vai ver a tua vinha.

     
  • Por São Lucas sabem as uvas.

     
  • Por Sta. Cruz, toda a vinha reluz.

     

  •  
  • Por um que morre de sede, morrem cem mil de beber.

     
  • Porco fresco e vinho novo: cristão morto.

     
  • Porcos com frio e homens com vinho fazem grão ruído.

     
  • Quando a água é pura e cristalina, demos preferência ao vinho!

     
  • Quando chover em Agosto, chove mel e mosto.

     
  • Quando entra o vinho, sai o juízo.

     
  • Quando o vinho acaba, acaba a conversa.

     
  • Quando o vinho desce, as palavras sobem.

     
  • Quanto mais o vinho sobe, mais as palavras saem.

     
  • Queijo do Alentejo, vinho de Lamego.

     
  • Quem bebe, morre; quem não bebe, morre; portanto, é melhor beber.

     
  • Quem bem come e bebe bem, só morre velho.

     
  • Quem bem come e melhor bebe, faz o que deve.

     
  • Quem ceia da pipa, almoça da bica.

     
  • Quem ceia em vinhas, almoça em fontes.

     
  • Quem ceia vinho, almoça água.

     

  •  
  • Quem com o demo cava a vinha, com ele a vindima.

     
  • Quem come salgado, bebe dobrado.

     
  • Quem compra pão na praça e vinho na taberna, filhos alheios governa.

     
  • Quem convida o taberneiro a beber, ou está bêbado ou fica a dever.

     
  • Quem de vinho é amigo, cedo está perdido.

     
  • Quem de vinho fala sede tem.

     
  • Quem do vinho é amigo de si é inimigo.

     
  • Quem do vinho fala sede há.

     
  • Quem é guarda de muitas vinhas nenhuma pode guardar.

     
  • Quem em ruim parte tem a vinha, às costas tira a vindima.

     
  • Quem muito bebe, tarde ou nunca paga o que deve.

     
  • Quem não anda com cestos na vindima tem pouco amor à vinha.

     
  • Quem não bebe vinho é o S. Martinho.

     
  • Quem não gosta de vinho não gosta de Deus.

     
  • Quem não poda até Março, vindima no regaço.

     
  • Quem no Algarve morar tenha vinha e figueiral com figueira de tocar.

     

  •  
  • Quem no caldo deita vinho, de velho se faz menino.

     
  • Quem planta vinhas em mau lugar, carrega a vindima nas costas.

     
  • Quem poda tardio e semeia temporão, tem vinho e pão.

     
  • Quem quiser a vinha velha renovada, pode-a enfolhada.

     
  • Quem quiser mal à vizinha, dê-lhe em Maio uma sardinha, e em Agosto, a vindima.

     
  • Quem se lava com vinho, torna-se menino.

     
  • Quem tem bom vinho tem bom amigo.

     
  • Quem tem mulher formosa, vinha no caminho e castelo na fronteira, terá guerra a vida inteira.

     
  • Quem tem vinhas e não lagar a seus olhos vê o mal.

     
  • Quem tem vinho tem vizinho.

     
  • Quem tiver bom vinho, não o dê ao seu vizinho.

     
  • Quem vai à adega e não bebe é ronda que perde.

     
  • Quem vive na taberna, morre no hospital.

     
  • Quer chova, quer neve, quem tem sede bebe.

     
  • Rainha é a galinha que põe os ovos na vindima.

     
  • Ramo curto, vindima longa; ramo longo, vindima curta.

     

  •  
  • Raposa que vai à vinha, mal da mãe, pior da filha.

     
  • S. Martinho quente vamos à aguardente.

     
  • S. Martinho Vinho vamos ao copinho.

     
  • S. Miguel das uvas, tanto tardas e tão pouco duras!

     
  • S. Vicente claro e bonito põe o vinho no barril.

     
  • Sábados a chover e bêbados a beber, nunca ninguém os pode vencer.

     
  • São como os de Válega, bebem o vinho e partem a malga.

     
  • Se bêbado te vires sentir, foge à companhia e vai dormir.

     
  • Se não arrancas a silveira, sofre a videira.

     
  • Se o mar fosse de vinho, todo o mundo seria marinheiro.

     
  • Se queres a vinha velha remoçada, poda-a enfolhada.

     
  • Se queres andar bem disposto, bebe vinho, mas não mosto.

     
  • Se queres o velho menino, dá-lhe doce e vinho.

     
  • Sem pão nem vinho, não há amor nem carinho.

     
  • Sem pão, sem vinho, o amor não tem valor.

     
  • Semeia cedo, colhe tardio, colherás pão e vinho.

     
  • Semeia trigo em barral e não ponhas vinho em cascalhal.

     
  • Sim, como Jacinto, devemos gostar tanto do branco como do tinto.

     
  • Sobre figos água, sobre pêras e melão vinho.

     
  • Sobre pêras vinho bebas, mas que não seja tanto que nadem elas.

     
  • Sobre pêras, vinho verde.

     
  • Solas e vinho, andam caminho.

     
  • Sopa a meio, copo cheio.

     
  • Sopa acabada, boca molhada.

     
  • Sopa em vinho não emborracha, mas agacha.

     
  • Tabaco e aguardente transformam o são em doente.

     
  • Tamarez, duma pipa faz três.

     
  • Tão ladrão é o que vai à vinha, como o que fica à portinha.

     
  • Tenha eu pipas e cabedal, e quem quiser, vinhas e lagares.

     
  • Tens vinha dobrada se a tiveres fechada.

     
  • Terra de vinho, terra bendita.

     
  • Terra em fronteira e vinha em ladeira.

     

  •  
  • Tonel mal lavado, vinho estragado.

     
  • Três coisas enganam os homens: as mulheres, os copos pequenos e a chuva miudinha.

     
  • Três coisas mudam o homem: a mulher, o estudo e o vinho.

     
  • Três coisas mudam o homem: a mulher, o jogo e o vinho.

     
  • Três copos de vinho afugentam os espíritos malignos; mas com o quarto eles voltam!

     
  • Três inimigos têm o segredo: Baco, Vénus e o interesse; o primeiro descobre, o segundo vende e o terceiro arrasta.

     
  • Uva, Nora e Fonte Ladrão três povos eram e três povos são; os três juntos não fazem um bom.

     
  • Uvas, figos e melão, sustento de nutrição.

     
  • Uvas, pão e queijo sabem a beijo!

     
  • Vasilha de pinho não faz bom vinho.

     
  • Velho põe a vinha, velho a vindima.

     
  • Velho, só vinho, ouro e conselho, e novo, só moça, hortaliça e ovo.

     
  • Velho? Só vinho, perfume, dinheiro e viúva rica.

     
  • Vento de Março e chuva de Abril - vinho a florir.

     
  • Vinagre na charneca é vinho de três anos.

     
  • Vindima em Outubro, que S. Martinho to dirá.

     

  •  
  • Vindima enxuto, colherás vinho puro.

     
  • Vindima molhada, acaba cedo e aliviada.

     
  • Vindima molhada, pipa asinha despejada.

     
  • Vindima, enxuta e fria.

     
  • Vinha a seis, cabra a três.

     
  • Vinha apreciada, quero-a ensolarada.

     
  • Vinha com pedra e horta com terra.

     
  • Vinha entre vinhas, casa entre vizinhas.

     
  • Vinha na Lua Nova podada, nem dá uva nem dá nada.

     
  • Vinha onde pegue, horta onde regue.

     
  • Vinha posta em bom compasso ao primeiro ano dá agraço.

     
  • Vinha que rebente em Abril dá pouco vinho para o barril.

     
  • Vinha velha, amo novo.

     
  • Vinha, escave-a quem quiser, pode-a quem souber e cave-a o dono.

     
  • Vinhas, minhas; olivais, dos nossos pais; montados, dos antepassados.

     
  • Vinho às nozes e água aos peixes.

     

  •  
  • Vinho com água é saúde do corpo e da alma.

     
  • Vinho com melancia dá pneumonia, e bom cavalo.

     
  • Vinho com melancia faz azia.

     
  • Vinho de Abril é gentil.

     
  • Vinho de Airó, bebe-o tu só.

     
  • Vinho de boa cepa e filha de boa gente.

     
  • Vinho de boa cepa e filha de boa mãe.

     
  • Vinho de casa não embriaga.

     
  • Vinho de Março não vai ao cabaço, e vinho de Abril não enche cantil.

     
  • Vinho de pêras não o bebas, nem o dês a quem bem queiras.

     
  • Vinho derramado é sinal de alegria.

     
  • Vinho doce, bebe-o como se nada fosse.

     
  • Vinho e amigo, o mais antigo.

     
  • Vinho e amor, nus têm mais sabor.

     
  • Vinho e confissão tudo descobrem.

     
  • Vinho e linho não têm domingo.

     

  •  
  • Vinho e linho só são frios um bocadinho.

     
  • Vinho e medo descobrem segredo.

     
  • Vinho e moça, peral e faval, maús são de guardar.

     
  • Vinho e mouro não é tesouro.

     
  • Vinho e riqueza mudam o homem mais sóbrio.

     
  • Vinho em excesso, nem guarda segredo, nem cumpre promessas.

     
  • Vinho não prove quem mais vinho tem.

     
  • Vinho novo não quer odres velhos.

     
  • Vinho por fora e vinho por dentro cura os males num momento.

     
  • Vinho puro desenrola a língua.

     
  • Vinho que baste, carne que farte e pão que sobre e seja eu pobre.

     
  • Vinho que baste, carne que farte.

     
  • Vinho turvo, figos verdes e pão quente são inimigos da gente.

     
  • Vinho turvo, madeira verde e pão quente são três inimigos da gente.

     
  • Vinho velho e velhos amigos são boas provisões.

     
  • Vinho verde em Janeiro é mortalha no telheiro.

     

  •  
  • Vinho, azeite e os amigos, os mais antigos.

     
  • Vinho, como rei, a água, como boi.

     
  • Vinho, mulheres e tabaco põem o homem fraco.

     
  • Vinho, ouro e amigo, quanto mais velho melhor.

     
  • Vinhos maus todos são uns.
     
  •